Acontece
 
  • Aumento do consumo de Anfetaminas é tendência mundial

O Relatório Mundial de Drogas do UNODC indicou uma tendência global no aumento do consumo de anfetaminas. Em 2005 e 2006, o Brasil foi apontado pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) como o maior consumidor mundial dessas substâncias com finalidade emagrecedora: 9,1 doses diárias para cada 1.000 habitantes.

 

  • Álcool ameaça 22% dos universitários

Um em cada cinco universitários brasileiros (22%) está sob risco de desenvolver dependência de álcool, de acordo com o mais recente levantamento realizado em universidades públicas e privadas do país.

Para o estudo, foram entrevistados cerca de 18 mil estudantes, nas 27 capitais do país em 2009.

O risco foi calculado levando em conta um teste desenvolvido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre freqüência e consumo pesado de bebidas.
O levantamento também mostrou que o perigo quanto a uma possível dependência de álcool é maior para os homens (29%) do que para as mulheres (16%).

A idade média de início de uso das substâncias psicoativas ficou em 12,5 anos para o álcool, 13,5 anos para o tabaco e para calmantes, 14 anos para inalantes e 14,5 anos para maconha, cocaína e estimulantes tipo anfetamina (ETA).

O consumo pesado (cinco ou mais doses para homem e quatro ou mais doses para mulheres, num período de duas horas) atinge um patamar preocupante.
Um em cada quatro universitários afirmou ter bebido nesse padrão nos 30 dias anteriores ao teste.

Folha de São Paulo - LARISSA GUIMARÃES

 

  • Médicos brasileiros pedem legalização da maconha para fins medicinais

O Brasil pode seguir exemplo de vários países e legalizar a maconha para fins medicinais.

Um simpósio internacional, organizado pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) discutiu a criação de uma agência reguladora de maconha medicinal no país. O evento apresentou estudos que têm sido realizados com a cannabis (nome científico da planta da maconha) para fins medicinais desde que seu princípio ativo foi isolado, na década de 60.

O potencial terapêutico da cannabis já é explorado nos EUA, Canadá, Reino Unido, Holanda, França, Espanha, Itália, Suíça, Israel e Austrália, entre outros países.

As principais indicações são para conter náuseas e vômitos causados pelos anticancerígenos, caquexia (enfraquecimento extremo) aidética e cancerígena, dores crônicas neuro e miopáticas como ocorrem na esclerose múltipla, glaucoma, entre outras patologias.

O médico Elisaldo Carlini, do Cebrid, diz que estudos comprovam que a planta pode ser usada na cura de várias doenças e amenizar os efeitos de remédios contra câncer. O uso poderia ser de várias formas, inclusive como cigarro. Mas só pode ser adquirido com prescrição médica.

Emmanuel Fortes, do Conselho Federal de Medicina, afirma que o órgão não aprova o uso da maconha em tratamentos.

O Conselho Federal de Medicina não vai acatar nenhuma forma de proposição que vai usar a maconha de forma natural. 

A ONU (Organização das Nações Unidas) recomenda aos países a criação de uma Agência Nacional da Cannabis Medicinal para aprovar e controlar adequadamente o uso terapêutico da maconha e seus derivados, incluindo a importação e/ou cultivo da planta e de medicamentos a base de canabinoides, assim como condutas relacionadas ao uso medicinal da maconha.
Do R7, com informações do Jornal da Record/http://romanegocios.com.br/images/stories/13.01.2010/mini-logo.jpgRomanegócios.