Compulsão pela Internet

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O uso do computador é um instrumento de informações e experiências relativamente novo na vida das pessoas. Tudo que você procura, precisa ou gosta, pode encontrar na internet: das coisas mais bizarras, até informações de utilidade pública. Muitas inovações têm surgido e observamos um aumento vertiginoso do uso da internet.

Assim, como tudo na vida, tem quem faça bom ou mau uso deste recurso. O tempo que a pessoa fica na frente do monitor é importante, mas não é suficiente para justificar o diagnóstico de dependente da internet.

Definimos compulsão pela internet quando a pessoa:

Passa muito tempo na Internet, inclusive perdendo muitas horas de sono.

Negligencia suas responsabilidades e necessidades familiares, pessoais, profissionais de forma reiterada.

Apresenta prejuízos conseqüentes do uso patológico da internet.

Sente grande angústia ou ansiedade na ausência ou na impossibilidade de estar no computador.

Nega, mente ou manipula as pessoas para não ser criticada e continuar mais tempo na internet.

Não há uma causa bem estabelecida para a ocorrência de comportamentos compulsivos.

Pode-se falar em vulnerabilidades e predisposições, seja de elementos familiares, tais como os hábitos conseqüentes à extrema insegurança e aprendidos no seio familiar, seja por razões individuais e relacionados às vivências do passado e a ao dinamismo psicológico pessoal, seja por razões biológicas, de acordo com o funcionamento orgânico e mental.

Comportamentos compulsivos ou aditivos podem ser entendidos como atitudes (maladaptadas) de enfrentamento da ansiedade e/ou angústia, trazendo conseqüências físicas, psicológicas e sociais graves.

Pessoas com alguma dificuldade de relacionamento social, fóbicas, tímidas demais ou com quadros depressivos, em contato com o computador, acabam abusando de seu uso o que acarreta prejuízos em sua vida social, financeira e até profissional. Ao longo do tempo, desenvolvem a compulsão na qual substituem a interação da vida real por salas de batepapo e sites de relacionamento social.

Algumas dicas podem ajudar a ter o controle sob o uso da internet:

1. Seja consciente. A falta de crítica e grande desconsideração quanto aos fatores de risco nos deixam indefesos quanto aos perigos que a internet oferece à saúde integral, ou seja, saúde física, emocional, familiar, social e profissional.

2. Não espere ter problemas de saúde para tomar atitudes. A visão imediatista e a falta de reforço positivo de curto prazo fazem com que a necessidade em manter comportamentos que favoreçam a saúde seja ignorada.

3. O estilo de vida é adquirido dentro do ambiente familiar. Pais ou irmãos mais velhos fumantes, obesos, alcoólatras entre outros, influenciam diretamente na aquisição de comportamentos de risco.

4. Freqüentes conflitos, a falta de supervisão dos pais e mensagens inconsistentes são grandes influenciadoras de comportamentos compulsivos.

5. Preconceito. Pessoas com sintomas não encontram motivo suficiente para buscar os serviços médicos para a orientação e/ou tratamento.

6. Fatores sociais e culturais são tentadores para esta nova patologia. Temos toda a tecnologia à disposição das pessoas. Não há mais motivação para buscar a conexão pessoal já que uma simples tecla poderia aparentemente sustentar tal necessidade.

O fato é que a busca pelo prazer nos move; tendemos a repetir ações agradáveis e às vezes é nesse prazer que encontramos uma forma de fugir das dificuldades. O problema é quando o “gostar muito” se transforma em dependência, e o prazer se transforma em dor.

Autor: Dorit Wallach Verea

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