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ADERÊNCIA AO TRATAMENTO
COM DEPENDENTES QUÍMICOS
Autora: Dorit Wallach Verea
RESUMO
O presente trabalho teve por finalidade identificar e analisar
as influências do padrão de apego na aderência
terapêutica, atuando na motivação, nas resistências
e na possibilidade de estabelecer vínculos de confiança
estáveis com dependentes químicos.
O trabalho foi elaborado a partir da concepção a respeito
da capacidade do ser humano de formar e romper vínculos afetivos,
conforme foi designado por John Bowlby, sendo apresentada uma discussão
teórica fundamentada neste modelo. Entende-se que alguns
dos fatores preditivos para uma aliança terapêutica
estão relacionados com o padrão de apego introjetado
e a capacidade posterior para estabelecer e manter relações
profundas, especificamente, a relação psicoterápica.
Contém claras proposições específicas
a respeito do papel das experiências infantis no desenvolvimento
de psicopatologias, da importância da continuidade do ambiente
e da natureza do processo subjacente da patologia.
Foram utilizadas contribuições de autores como Winnicot
e Olivenstein na conceituação do fenômeno da
dependência química. Segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações
Unidas com sede em Genebra (Suíça), um indivíduo
torna-se um dependente quando perde o controle sobre o uso. Portanto,
o abuso de substâncias não será definido apenas
em função da quantidade ou freqüência de
uso.
A pesquisa é de natureza qualitativa. Foi realizado um estudo
de caso com um paciente drogadicto em tratamento psicoterápico
ambulatorial há mais de dois anos. Aplicado o questionário
sócio-demográfico, foi feita a entrevista, utilizando
o roteiro de Entrevista de Apego Adulto de Mary Main.
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