Alcoólicos, Depressivos e Dependentes Químicos: o que não fazer?

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O alcoolismo, a depressão e a dependência química costumam ser malvistos pela sociedade. Muitos ainda acham que estes problemas são “falta do que fazer”.
No entanto, pessoas que vivem os problemas de perto sofrem todos os dias com os sintomas deles, sejam elas as portadoras de tais doenças ou seus amigos e familiares.
Quando não se sabe lidar com estes males, a convivência pode ser muito prejudicada. Isso porque viver junto com alguém que apresente os sintomas requer saber como proceder em diversas situações.
Hoje lhe daremos algumas dicas sobre o que não fazer. Assim você melhora a sua qualidade de vida e não corre o risco de adoecer junto com o outro, se tornando, por exemplo, um co-dependente.

Alcoolismo

  1. Faça passeios: se a pessoa estiver aberta a esta possibilidade, leve-a a lugares onde ela possa se divertir. Vá ao cinema, teatro, faça passeios ao ar-livre, etc. Mostre a ela que existem diversas fontes de ter prazer e que a bebida não é a única forma de se obter isso.
  2. Não diga as coisas de qualquer jeito: existe um motivo ou uma razão para o alcoolismo. Pode ser um trauma, medo, estresse ou até ansiedade. Menosprezar os sentimentos do alcoólatra não vai ajudá-lo a se tratar. Pelo contrário: pode até piorar a situação.
  3. Busque ajuda: procure uma clínica onde você possa conversar com um profissional. Esclareça suas dúvidas. Isso lhe ajudará a lidar com o problema.
  4. Não force a barra: se seus entes queridos são jovens, proibir tem efeito negativo e pode causar mais tensão. Seja paciente e aja de maneira firme, mas sem impositivo.
  5. Não tenha bebida alcoólica em casa: pessoas em tratamento podem ter recaídas se seus vícios estiverem pela casa, ainda fazendo parte da sua vida.

Depressão

  1. Não diga frases otimistas: o depressivo não quer “força” ou frases motivadoras. Incitar o depressivo a se animar pode ter o efeito oposto, já que é uma condição isolada que não tem nada a ver com o estado de “tristeza” que comumente experimentamos. Seja solidário, ouça mais e fale menos, mostre que se preocupa.
  2. Não faça comparações: pode funcionar para algumas pessoas saber que existem outras em situação pior, mas com o depressivo não funciona assim. Isso é sinônimo de desvalorizar suas emoções. Apenas ouça, concorde e ofereça ajuda se ele precisar.
  3. Não menospreze: dizer que é “frescura”, “autopiedade” ou “é pra chamar atenção” só traz uma sensação de inutilidade e falta de importância maior. O quadro depressivo piora e pode levar ao desespero, automutilação e até a tentativas de suicídio.
  4. Não se afaste: convide a pessoa para realizar alguma atividade que lhe dê prazer, como uma caminhada ao ar livre ou um passeio de bicicleta. Algumas risadas podem colaborar para a liberação de endorfina e dopamina, os hormônios relacionados à sensação de bem-estar.
  5. Não diga que é uma fase: aprender a lidar com o problema é diferente de estar curado. Apoie e incentive a busca por tratamento.

Dependência Química

  1. Não se afaste: seja o melhor amigo que puder ser. Esteja sempre presente e ouça quando ele (a) quiser falar. Respeite e compreenda suas dificuldades.
  2. Não seja grosseiro: tenha empatia e coloque-se no lugar dessa pessoa. Trate-a como gostaria de ser tratado.
  3. Não se faça de desentendido: conheça sinais e sintomas. Reconheça recaídas, identifique o nível de vício e incentive o tratamento.
  4. Não seja intrometido: tenha certeza de que a pessoa quer ser ajudada e, se for o caso, ofereça uma mão amiga. Indique centros especializados e esteja presente nas horas de dificuldade.
  5. Não financie o vício: por mais que as coisas estejam difíceis, jamais dê dinheiro para que seu ente querido use drogas.

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