No Dia Nacional do Controle do Alcoolismo e no Dia Nacional de Combate ao Fumo (28 e 29 de agosto), vale reforçar: álcool e tabaco são as drogas mais consumidas no mundo, e são as que mais matam precocemente. Prevenir é a solução!

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ABEAD

O álcool e o tabaco são as drogas mais consumidas no mundo, e vale reforçar que são as que mais matam. Nesta semana, data que marca o dia Nacional do Controle do Alcoolismo (28/08) e o dia Nacional de Combate ao Fumo (29/08), a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (ABEAD) faz um alerta: por ano, cerca de 200 mil brasileiros morrem devido a doenças relacionadas ao cigarro, e o Brasil é o 5º no mundo com maior número de óbitos ligados ao consumo de bebidas alcoólicas, segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a presidente da ABEAD, Ana Cecilia Marques, as políticas preventivas são o melhor caminho para evitar que drogas lícitas ou ilícitas continuem fazendo cada vez mais vítimas. No caso do álcool, a médica psiquiatra explica que o país tem um consumo per capita de etanol muito alto, que produz um impacto individual, familiar, social e econômico sem precedentes. “A garantia do bem estar comum deve estar acima de tudo, e esta é a melhor política”, opina.

Dra. Ana Cecília enfatiza que a bebida alcoólica tem afetado a saúde especialmente dos jovens adultos. “Do consumo do álcool e do tabaco desenvolvem-se outras doenças crônicas não comunicáveis, violência interpessoal, doméstica, contra crianças e auto infringida, doenças mentais, acidentes no trânsito, entre outras consequências que geram incapacidade e morte precoce”, afirma.

Sobre o fumo, a especialista aponta para o investimento da indústria, que por meio de grandiosos projetos de comunicação e marketing, investe no aumento do consumo, que resulta em graves consequências. “O cigarro possui mais de 4,5 mil substâncias tóxicas e está diretamente associado a vários tipos de câncer, além de doenças pulmonares, coronarianas e acidente vascular cerebral”. Dados divulgados pela Aliança de Controle do Tabagismo no Brasil (ACTBr) mostram que, após 10 anos sem cigarro, o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou, e o de desenvolver câncer de pulmão cai pela metade.

A psiquiatra explica que o tratamento é composto por 5 etapas, pois trata-se de uma doença complexa, e envolve desintoxicação e diagnóstico da gravidade e de suas complicações; estabilização, prevenção de recaída e orientação familiar concomitante. A farmacoterapia é utilizada, assim como os grupos de autoajuda. “O importante é procurar tratamento especializado, pois a doença é tratável”, explica Dra. Ana Cecilia Marques.

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