COMO PODE SER A ABORDAGEM DA DEPÊNDENCIA QUIMICA?

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Nós entendemos a necessidade de um tratamento em casos de dependência química, mas antes disso ser necessário, será que sabemos diferenciar as formas de consumo? Já refletiu sobre isso? Se esta questão não parece tão clara agora ou se tem dúvidas em relação ao que é a dependência química, continue lendo este artigo e entenda melhor!

 

O que é a dependência química?

A definição da dependência química segundo a Organização Mundial de Saúde, é “estado psíquico e algumas vezes físico resultante da interação entre um organismo vivo e uma substância, caracterizado por modificações de comportamento e outras reações que sempre incluem o impulso a utilizar a substância de modo contínuo ou periódico com a finalidade de experimentar seus efeitos psíquicos e, algumas vezes, de evitar o desconforto da privação”, ou seja, a dependência química se dá pelo uso de substâncias que causam prejuízo ou sofrimento clínico significativo. Pode ser caracterizada na presença de três ou mais dos itens abaixo (dentro do período de um ano):

  • Tolerância: necessidade de quantidades maiores para obtenção do mesmo efeito ou menor intensidade do efeito com a dose habitual;
  • Abstinência: síndrome com sinais e sintomas típicos de cada substância, que são aliviados pelo consumo;
  • Consumo por período de tempo mais prolongado e em quantidades maiores que o planejado;
  • Desejo persistente de uso e incapacidade para controlá-lo;
  • Muito tempo gasto em atividades para obtenção da substância;
  • Redução do círculo social em função do uso da substância;
  • Persistência do uso da substância, apesar de prejuízos clínicos.

Baseado em dados da CEBRID, abaixo temos uma tabela que mostra a relação do uso e dependência por substâncias:

Causas

Devido a complexidade desse fenômeno, não existe uma explicação simples ou que contemple a todas as facetas do problema, mas existe três itens influenciadores: o meio ambiente (envolve o contexto e cenário de acesso à droga), a substância (considerando a acessibilidade, custo, forma de apresentação e uso, as classificando em estimulante, depressores ou perturbadoras do sistema nervoso central), e o indivíduo (de acordo com a relação com a droga, fatores genéticos, biológicos e psicodinâmicos).

 

A classificação do consumo

Os padrões de consumo podem ser classificados em:

  • Uso experimental: quando foi usado uma ou poucas vezes durante a vida, sem existência de frequência de consumo.
  • Uso recreacional ou ocasional: o consumo é frequente, mas não gera prejuízo decorrente.
  • Uso nocivo ou abusivo: o uso expõe o usuário a riscos à saúde mental e/ou física
  • Dependência: os itens citados inicialmente são presente, três ou mais vezes.

Além disso, deve ser feita uma pesquisa ativa acerca da presença de comodidades psiquiátricas, (existência de duas ou mais doenças simultaneamente no usuário).

 

Tratamento
Pode ser feito através de:
  • Avaliação psiquiátrica completa
  • Manejo psiquiátrico
  • Intervenções psicoterápicas
  • Intervenções farmacológicas
  • Roteiro terapêutico
  • Redução de danos

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