Depressão, ansiedade, ataque de pânico e dependência química: qual é a relação?

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Depressão, ansiedade, ataque de pânico e dependência química são problemas com origens diferentes, mas, o que eles têm em comum?
A resposta é mais simples do que você imagina e dificilmente é aceita pela grande maioria: eles fragilizam as defesas emocionais do indivíduo e podem se relacionar uns com as outras de maneira perigosamente fácil. Entenda.

Depressão, ansiedade, ataque de pânico e dependência química:  como se interligam?

Se você já se sentiu inútil, sem importância ou sem perspectiva de vida, você pode estar deprimido.
Da mesma maneira, se você se aflige antes mesmo de alguma coisa acontecer ou tem crises repentinas que envolvam sinais físicos, como, por exemplo, o coração acelerado, pode estar sofrendo de ansiedade ou de síndrome do pânico.
De igual modo, desenvolver uma relação obsessiva com alguma substância – como medicamentos ou drogas – a ponto de negligenciar seus deveres e família pode ser um sinal de dependência química.
Mas por que essas coisas acontecem e como elas podem estar interligadas?
Depressão, ansiedade e dependência química têm como fator comum a necessidade de preencher um vazio ou fugir dele e esse é o motivo da possível associação entre esses problemas tão diferentes.

Quem mais sofre com estes problemas?

Eles atingem com mais frequência pessoas do sexo feminino – comumente mais cobradas por deveres em casa, no trabalho e com o próprio corpo – com baixo nível de escolaridade, em uniões estáveis e mais velhas.

Como eles vêm sendo tratados?

Infelizmente, ainda é muito comum que problemas como a síndrome do pânico e os transtornos de ansiedade sejam diagnosticados de forma incorreta, gerando um agravamento e até piora do quadro.
Quanto à dependência, ela costuma ser ignorada pela família o máximo possível. Seja ignorar por desconhecer, seja ignorar por não querer reconhecer ou não saber lidar com o problema. Isso só o agrava.

O que dizem as estatísticas?

Um estudo realizado com mais de 1000 pacientes na Unidade Estadual de Álcool e Drogas do Hospital Lacan, em São Paulo, registrou que mais metade das pessoas que apresentam dependência química têm também doenças psíquicas associadas, como a depressão, por exemplo.
Isso significa que a chance de alguém com transtorno de ansiedade e outros problemas psíquicos desenvolver a droga é muito maior. Em mulheres, as estatísticas são ainda mais alarmantes.
Portanto, é de fundamental importância o investimento no tratamento desses problemas, pois as chances de que eles se convertam em dependência são grandes, tornando o quadro ainda mais complexo de ser tratado.

Como detectar?

Listaremos abaixo os sintomas mais comuns da depressão e da síndrome do pânico. Veja:

Sintomas da depressão

  • Apatia
  • Falta de motivação
  • Dificuldade para se concentrar
  • Perda ou aumento de apetite
  • Pessimismo
  • Insônia
  • Falta de vontade de fazer coisas nas quais antes sentia prazer
  • Sensação de vazio
  • Irritabilidade

Sintomas da Síndrome do Pânico

  • Sensação de perigo o tempo inteiro
  • Medo de perder o controle
  • Medo de morrer
  • Sensação de estar fora da realidade
  • Palpitações e coração acelerado
  • Sudorese
  • Tremores
  • Falta de ar e sensação de sufocamento
  • Dor no peito

Caso você perceba que pode ser seu caso, busque orientação de um psiquiatra.Estes problemas têm tratamento e podem requerer o uso de medicação por algum tempo.

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