Como lidar com casos de automutilação?

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Quando um indivíduo se torna adepto da automutilação, é comum que as relações que ele tem com outras pessoas enfraqueçam. Automutilar-se é agredir ao seu próprio corpo. Mas como lidar com situações assim? Continue lendo o post e traremos algumas dicas para você.

Quem sofre com esse problema?

A automutilação pode ser definida como o ato de “machucar a si mesmo” com o objetivo de aliviar estresse ou tristeza. É uma prática que data de muitos anos atrás e é usada para fugir dos próprios sentimentos. Afinal, distrair-se com a dor física é mais fácil do que suportar a dor emocional.
Comumente são utilizadas tesouras, facas, lâminas de barbear ou apontadores e, às vezes, as próprias unhas para mutilar antebraço, abdômen e coxas. Mas, por quê?
A resposta é complexa e, muitas vezes, acaba sendo desvalorizada porque a grande maioria das pessoas que sofrem com o problema são adolescentes ou adultos jovens. Para resumir, o hábito vem para tentar

  • Extravasar;
  • Aliviar emoções negativas;
  • Diminuir a sensação de solidão;
  • Extirpar a sensação de vazio;
  • Reposicionar sua atenção para outro problema;
  • Diminuir os sentimentos de ansiedade ou raiva;
  • Liberar a tensão e o estresse;
  • Controlar o pensamento ansioso;

De modo geral, pessoas que escolhem a automutilação são frágeis emocionalmente e tentam lidar com seus problemas de uma forma mais física. Isso acaba sendo fruto de distúrbios mentais e/ou confusões emocionais ligadas ao estresse e à frustração.
Geralmente, o problema atinge a puberdade e pode anteceder tentativas de suicídio. O ato também pode ser considerado sintoma de transtornos mentais como esquizofrenia, indicativos extremos de estresse (síndrome de borderline) ou necessidade de tratamento intensivo.

Como lidar com a situação?

Hoje em dia não é incomum que adolescentes tenham cicatrizes ou linhas horizontais recentes nos antebraços. Muitos dizem que é uma fase e outros alegam que os tempos estão ficando cada vez mais estressantes e que a inteligência emocional não está sendo tão exercitada para lidar as questões.
É difícil saber como reagir nesse tipo de situação, mas, isso não quer dizer que não exista um jeito de tentar resolvê-la. Afinal, pela fragilidade, os automutiladores são acessíveis e só se fecham para aqueles que não os tentam compreender.
Inicialmente, respeite o problema do próximo. Nossos problemas não são iguais e coisas pequenas podem ser gigantes se vistas de um ponto de vista diferente. Não julgue.
Converse sempre. Entenda os problemas e ofereça um ombro amigo para que a pessoa perceba que ele pode ser melhor do que a lâmina. Por que você precisaria de uma válvula de escape quando tem um porto seguro?
Não deixe de buscar ajuda. Automutiladores nem sempre acham que a ajuda de um psicólogo pode ser bem-vinda, mas, eles estão errados. O profissional pode guiá-lo, fazê-lo entender a raiz de seus problemas e dar a ele coragem para enfrentá-los.

Lembre-se: toda a jornada começa com um primeiro passo. Então procure incentivá-lo a dar este passo e esteja lá para ajudá-lo a lidar com suas dúvidas.

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