Depressão no trabalho: A perda de produtividade

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A depressão é o transtorno mental mais comum do mundo. Ela é caracterizada por falta de energia, insônia ou sono excessivo, perda de interesse em atividades antes prazerosas, dificuldade de concentração, desesperança, entre outros.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 340 milhões de pessoas sofrem de depressão ao redor do planeta. Só no Brasil, pelo menos 13 milhões de indivíduos são acometidos pela doença.

 

 – Como a depressão afeta a produtividade no trabalho?

            Os profissionais com depressão costumam ter:

  • atrasos frequentes;
  • muita dificuldade em reter informações;
  • memória falha;
  • problemas em executar tarefas;
  • sentimento de desânimo para agir em sua função rotineira.

Todos esses sintomas geram um ciclo vicioso que só piorará o quadro depressivo e eventualmente pode até levar à demissão.

Existem alguns fatos surpreendentes e significantes com relação a essa perda de produtividade no trabalho.

Por exemplo, um paciente com alguma doença cardiovascular normalmente falta o emprego por 8 dias. A pessoa diabética se ausenta por 6 dias e alguém que sofra com asma, por 10 dias.

O indivíduo com depressão perde pelo menos 35 dias ao ano! Especialistas afirmam que a pessoa depressiva com quadro grave fica com sua capacidade social e produtiva prejudicada em 90%.

Em casos de sintomas moderados, esse prejuízo chega a 40% e na depressão mais leve o dano afeta até 20%.

Um outro estudo feito nos Estados Unidos observou que a depressão gera para a economia do país um custo anual de US$ 83 bilhões.

Esse valor inclui 62% de gastos relacionados à perda de produtividade e à seguridade social, 31% de custos com medicamentos e hospitais e 7% de custos ligados ao suicídio.

 

 – A importância do diagnóstico e do tratamento

O diagnóstico é o primeiro passo na direção correta. Quanto mais cedo ele acontecer, mais cedo o trabalhador terá sua carreira gerando frutos novamente.

Às vezes é difícil para a pessoa admitir que sofre com a doença. Muitos só chegam à conclusão de a depressão está atrapalhando sua vida profissional e social quando estão fazendo o acompanhamento psicológico.

Aliás, 11% de pacientes terapêuticos relatam que perderam o emprego devido à doença. Com os diagnósticos cada dia mais efetivos, fica mais rápido entender a sua situação e iniciar o tratamento psicoterápico ou psiquiátrico.

Vale lembrar que apenas consumir medicamentos e ir à terapia não são o suficiente para uma mudança completa de humor.

É indicado que se faça exercícios físicos, pois eles liberam a endorfina, substância que favorece o aparecimento de sentimentos mais alegres.

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