SETEMBRO AMARELO – SUICÍDIO E PARASUICÍDIO PREVENÇÃO E ASSISTÊNCIA

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O mês de setembro se iniciou e com ele a campanha de prevenção ao suicídio, conhecida como Setembro Amarelo, que está muito presente nas redes sociais e muito se fala sobre, mas pouco se sabe sobre ela ou de seus motivos reais. Neste artigo, você conseguirá entender mais sobre esta iniciativa e do que motiva a sua existência.

No Brasil, a cada 45 minutos 1 pessoa comete suicídio e a cada 45 segundos em todo o mundo, sendo considerado um problema de saúde pública. Mas apesar de números tão chocantes, este assunto ainda é tratado como tabu, o que colabora para o aumento dos casos já que as pessoas muitas vezes não sabem como buscar ajuda ou que podem ser ajudadas, nem que o que elas passam naquele momento é mais comum do que imaginam. Mesmo à tentativa de oferecer ajuda a um amigo ou parente é falha por não haver conhecimento para identificar os sinais nem familiaridade com a abordagem mais adequada.

A terceira mais frequente causa de falecimento na população entre 14 e 44 anos é por suicídio, em sua maioria por homens. Esse número é ainda maior considerando as tentativas, mais especificamente, 20 vezes mais e em sua maioria por mulheres. Estes casos são associados 90% das vezes a transtornos mentais como: transtornos de humor, usuários de substâncias psicoativas, transtornos de personalidade e esquizofrênicos. Outros eventos adversos que também são muito associados ao suicídio são histórias de violência física e sexual, negligência, rejeição e luto. Existe ainda uma diferença muito importante entre um suicida e um para-suicida, conforme descritos abaixo:

 

  • Parassuicídio

O parassuicídio, apresenta comportamento automutilante intencional e não fatal, mas que resulta em lesão tissular, doença ou risco de morte, pode haver qualquer ingestão de drogas ou outras substâncias não prescritas ou além da prescrição, com a clara intenção de causar dano corporal ou a morte. Existem tentativas de suicídio reais e de ferimentos contra si mesmo (incluindo automutilação e queimaduras) com pouca ou sem intenção de causar morte, mas não envolve tomar drogas não prescritas para se dopar, para ter uma noite normal de sono ou para se automedicar, sendo pouco provável que esses indivíduos tenham as habilidades cognitivas necessárias para lidar efetivamente com seus estresses emocionais, interpessoais comportamentais. É bastante comum que preencham os critérios para o Transtorno de Borderline, com padrões de desregulação comportamental, abuso de substancias, promiscuidade sexual e atos parassuicidas anteriores, relatando situações interpessoais como os principais problemas na vida. Retira o rótulo de pessoa manipuladora para alguém que tem como motivação reduzir a ansiedade e a culpabilização.

 

  • Suicídio

O suicida também deixa pistas e sinais de que está em grave sofrimento mental, mas principal diferença é que enquanto o para-suicida não tem intenção real de se matar e sim de matar o sofrimento que nele existe, o suicida de fato tem a intenção de morrer.

Abaixo temos uma tabela comparativa dessas diferenças de cada um dos dois casos:

O suicídio pode ser evitado! E mais importante que este mês, é saber durante todo o ano que pensamentos passageiros a respeito da morte são universais, mas a desesperança e o sentimento de vida solitária precisam de atenção. Grande parte dos suicidas ou que tentam tal ação, antes do ato já buscaram ajuda com um médico, pastor, entre outros, mas apenas um terço procura um psiquiatra. Se você não consegue se sentir bem consigo mesmo, no convívio em sociedade ou não sente motivação para a vida, procure ajuda! E se você percebe que um amigo ou pessoa próxima está agindo de maneira diferente, se retraindo do mundo: tente ser o máximo acolhedor possível, ajudando esta pessoa a procurar com rapidez a orientação de psicólogos e psiquiatras.

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