Se excluir do mundo não é a solução: Síndrome do Pânico tem tratamento!

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A síndrome do pânico é um problema que pode ser incapacitante e está relacionado a transtornos de ansiedade.

Ela se manifesta com episódios de ansiedade extrema, que fazem o coração palpitar muito, podem levar a suor e tremor excessivo, falta de ar, boca seca, tontura, além de um medo muito intenso de que algo ruim está iminente ou de que a pessoa irá morrer.

Esses ataques podem ocorrer frequentemente ou com grandes intervalos de tempo e geralmente não duram mais do que alguns minutos.

Seus efeitos, porém, podem se estender por um longo prazo e ter consequências extremas na vida de quem possui a condição, ocasionado até mesmo o isolamento do portador, que deixa de sair de casa com medo de algo ruim aconteça.

Apesar das dificuldades, existe tratamento e ele pode fazer o paciente ter um cotidiano normal, melhorando significativamente a sua qualidade de vida. Veja algumas formas de tratar o problema.

 

1-   Uso de medicamentos

O uso de medicamentos é um dos principais tratamentos para quem possui a síndrome do pânico, já que os sintomas da doença também são causados por distúrbios nervosos.

Existem diversos remédios que podem auxiliar na diminuição dos sintomas e que, com o tempo, podem realmente tratar a doença.

É fundamental procurar um médico especialista e realizar o acompanhamento adequado, já que os medicamentos demoram um pouco a diminuir os sintomas e podem apresentar efeitos colaterais, necessitando que  as doses sejam ajustadas.

 

2-   Acompanhamento terapêutico

Fazer terapia é fundamental para tratar a síndrome do pânico e diminuir os impactos negativos que ela causa no cotidiano.

Existem diversos tipos de acompanhamento que podem ser feitos, sendo a terapia cognitivo comportamental uma das mais indicadas, pois ajuda a pessoa a aprender a lidar, aos poucos, com os sintomas, incentivando o seu retorno à sociedade e auxiliando no enfrentamento dos medos.

 

3-   Prática de exercícios

Exercícios físicos leves, como caminhadas ao ar livre, ajudam a diminuir os sintomas do estresse e do cansaço do dia a dia  e podem incentivar o paciente a se inserir socialmente pouco a pouco.

O ideal é frequentar lugares pouco movimentados, com muito ar fresco, árvores e elementos da natureza, sempre acompanhado de alguém de sua confiança.

Para quem possui síndrome do pânico os exercícios podem ser um desafio, até porque muitas atividades físicas desencadeiam sintomas similares aos das crises, como acelerar os batimentos cardíacos e provocar suor.

Porém, tais sintomas podem auxiliar como uma maneira de aprender a lidar com essas sensações através de uma atividade positiva.

 

4-   Tenha um animal de estimação

Animais são ótimos para ajudar as pessoas a enfrentarem diversas enfermidades, principalmente aquelas ligadas à mente.

Eles ajudam as pessoas a se socializar de maneira natural, dão sensação de segurança, diminuem a pressão arterial e ajudam a elevar os níveis de serotonina e de dopamina no organismo.

O fato de eles exigirem atenção e uma adaptação da rotina ajuda quem está doente a deixar suas preocupações de lado e se concentrar em tarefas fáceis, já que eles não demandam cuidados excessivos.

Procurar o auxílio de especialistas e desenvolver atividades e hábitos que aliviem a ansiedade e o estresse são medidas fundamentais para tratar a síndrome do pânico, evitar os ataques e readquirir uma rotina normal.

Busque ajuda: saiba que você não precisa viver uma clausura, excluindo-se do mundo. Sua vida pode ser muito melhor com o tratamento adequado.

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