Ansiedade

O QUE É?

Estado de tensão e alerta diante de determinada situação, seja esta real ou imaginária. Os motivos que desencadeiam o sentimento de ansiedade podem estar relacionados a eventos que ainda vão acontecer, ou podem habitar somente a mente do indivíduo, com a possibilidade de que os fatos nunca venham a ocorrer.

Todo mundo fica nervoso ou ansioso em algum momento. Exemplos: noite anterior a uma viagem, ao falar em público, ou quando está passando por dificuldade financeira.

Para algumas pessoas, porém, a ansiedade se torna tão frequente, ou tão forte, que começa a tomar conta da vida delas.

Como saber se a ansiedade normal do dia a dia ultrapassou os limites e se transformou em transtorno? Não é fácil.

QUANDO A ANSIEDADE SE TORNA PROBLEMA

O problema se estabelece quando a nossa ansiedade passa a surgir em situações inofensivas.

Temos a tendência a buscar uma explicação e um significado para as coisas que ocorrem conosco. Quando não conseguimos encontrar explicar nossos sentimentos, começamos a achar que o “erro” está nelas. Ou seja, “se nada exterior está me deixando ansioso, então deve ter algo de errado comigo mesmo”. Pessoas que apresentam Transtorno do Pânico costumam inventar explicações como “eu devo estar tendo um ataque cardíaco ou convulsão, posso estar morrendo, perdendo controle ou ficando louco”.

SINAIS

Abaixo estão 10 sinais que sua ansiedade virou transtorno e buscar ajuda com os tratamentos disponíveis pode ser necessário:

1 – Preocupação Excessiva

Significa se preocupar demais com as coisas do dia a dia, grandes ou pequenas. É ter pensamentos ansiosos persistentes em quase todos os dias da semana, por seis meses. E a ansiedade tem que ser tão forte a ponto de interferir no seu dia-a-dia e estar acompanhada de sintomas notáveis, como fatiga.

A distinção entre transtorno da ansiedade e ansiedade normal é se suas emoções estão causando muito sofrimento e disfunção.

2 – Problemas de sono

É natural ter dificuldade em adormecer ou manter o sono quando tem algo importante que foge à sua rotina como, por exemplo: Véspera de uma viagem, antes de uma apresentação extraordinária, entrega de um trabalho final ou uma entrevista de emprego.

Mas se você encontrar-se frequentemente deitado e acordado, preocupado ou agitado com problemas específicos (como dinheiro), ou nada em particular – pode ser um sinal de transtorno da ansiedade.

Segundo algumas estimativas, Metade de todas as pessoas com transtorno da ansiedade experimentam problemas com sono.

3 – Medos Irracionais

Alguns casos de ansiedade estão ligadas às algumas situações ou coisas específicas, como voar, animais ou multidões.

Se o medo se torna opressivo e muito fora de proporção do real risco envolvido, então é um sinal de um tipo especifico de ansiedade que chamamos de fobia.

4 – Tensão muscular

A tensão muscular quase constante tais como apertar sua mandíbula, tencionar os punhos, contrair os músculos ou mesmo a própria fibromialgia. Este sintoma pode ser tão persistente e generalizado que as pessoas tornam este comportamento automático e nem percebem mais. O exercício regular pode ajudar a manter a tensão muscular sob controle.

5 – Indigestão crônica

A ansiedade pode começar na mente, mas muitas vezes se manifesta no corpo através de sintomas físicos, como problemas digestivos crônicos. Síndrome do intestino irritável (IBS), uma condição caracterizada por dores de estômago, cólicas, inchaço, gases, constipação e / ou diarreia é basicamente uma ansiedade no trato digestivo.

O intestino é muito sensível ao estresse psicológico, e vice-versa, o desconforto físico e social dos problemas digestivos crônicos pode fazer uma pessoa sentir-se mais ansioso.

6 – Medo de falar em público

A maioria das pessoas sentem pelo menos um frio na barriga antes de abordar um grupo de pessoas ou estar no centro das atenções. Mas se o medo é tão forte que nenhuma quantidade de treinamento ou prática vai aliviá-lo, ou se você gasta muito tempo pensando e se preocupando com isso, você pode ter uma forma de transtorno de ansiedade social (também conhecido como fobia social).

As pessoas com ansiedade social tendem a se preocupar por dias ou semanas antes de um determinado evento ou situação. E mesmo se elas conseguirem passar pela situação, elas tendem a ficar profundamente desconfortáveis e ficar pensando por um bom tempo depois sobre como elas foram julgadas pelas outras pessoas.

7- Autoconsciência

Transtorno de ansiedade social é definido quando surge em situações do cotidiano, como puxar conversa em uma festa, ou beber e comer em frente até mesmo de um pequeno número de pessoas.

Nestas situações, as pessoas com transtorno de ansiedade social tendem a se sentir como se todos os olhos estão voltados para elas, e elas muitas vezes ficam vermelhas, tremem, tem náuseas, suam ou tem dificuldade para falar. Estes sintomas podem ser tão perturbadores que eles tornam difícil conhecer novas pessoas, manter relacionamentos, e progredir no trabalho ou na escola.

8 – Flashbacks

Reviver um evento traumático – um assalto, morte repentina de um ente querido – é uma marca do transtorno do estresse pós-traumático, que compartilha algumas características do transtorno da ansiedade.

Mas flashbacks podem ocorrer em outros tipos de ansiedade também. Algumas pessoas com tem flashbacks do tipo pós-traumático, mas de experiências que não são obviamente traumáticas, como por exemplo, ter sido ridicularizado publicamente.

10- Perfeccionismo

A mentalidade obsessiva conhecida como perfeccionismo anda de mãos dadas com transtornos de ansiedade. Ocorre quando você está constantemente se julgando, ou com medo de cometer erros ou achando que não vai dar conta de suas tarefas ou de lidar com situações mais complexas.

Se você possui 3 ou mais dos sinais acima, recomendamos que você procure um psicólogo ou psiquiatra para avaliação mais detalhada.

Lembre-se que você é responsável pelo seu bem estar. Cuide de você!

Perguntas Frequentes

1- Estou tendo muita ansiedade que esta destruindo meu corpo preciso de ajuda, pois não bebo não fumo não uso drogas, mas estou tendo problemas com o corpo.

A rotina do dia a dia nos estressa, além de exigir paciência e tolerância. Este acúmulo de energia gera ansiedade e precisa de válvula de escape. Você diz que não usa drogas. Está certo, ótimo! Mas como você se descarrega esta energia presa? Se você não faz algo por você, esta energia vai para o corpo. Algumas atividades podem ajudar. Sair com amigos para conversar, fazer atividade física, terapia, ioga e viajar são algumas atividades que certamente poderão te ajudar. Além disso, evite derivados da cafeína (café, chá, chocolate e refrigerantes).

2- Sou muito ansiosa, meu organismo lida diferente conforme a situação, em momentos de véspera de viagem ou TPM quero devorar o mundo inteiro, já quando estou ansiosa por causa de algum problema grave não consigo comer nada, isso é normal?

O comportamento alimentar é formado por quatro componentes: físico, cognitivo, situacional e afetivo. O comportamento biológico inclui a dotação genética, temperamento, aparência física e taxa de maturação. O comportamento cognitivo corresponde ao que o indivíduo sabe sobre alimentos e nutrição; o componente situacional está mais relacionado ao contexto social, econômico e padrões culturais; e  finalmente, o componente afetivo corresponde ao que é sentido sobre os alimentos e as práticas alimentares.

Pelo que você relata sua relação com a comida é predominantemente afetiva, ou seja, definida por emoções e sentimentos.

O desenvolvimento da afetividade se dá através do contato do bebê com a mãe, durante o aleitamento. A primeira gratificação que o bebê recebe do mundo externo ocorre quando ele é alimentado.  Alimentar o bebê, portanto, não é apenas um ato físico, mas também um ato emocional. De acordo com o modo como esta vivência foi vivenciada alguns indivíduos passam a não mais discriminar a fome física, que é decorrente de uma necessidade biológica de sobrevivência, da fome emocional, que é a necessidade de extravasar sentimentos.

Sugiro que fique mais atenta coma a qualidade de sua relação com a comida, se perguntando: “Estou comendo que emoção? Estou com fome do que? De que outra forma – que não comendo – poderia administrar esta frustração, tensão, conflito ou esta ansiedade? Assim, você estará ampliando seu repertório de respostas às emoções e tensões.

3 - Minha mãe (62 anos, viúva há 1 ano e 2 meses) está extremamente ansiosa e isso tem lhe causado muitos transtornos e um grande sofrimento a ela e a nós, filhos. Queremos saber se há uma relação direta com depressão ou se a ansiedade é causada por outros fatores e quais seriam eles.

Existem alguns fatores em comum na depressão e ansiedade. Além de questões constitucionais, ambas são relacionadas à insegurança e seus desdobramentos, a incapacidade de viver emoções em geral e a necessidade excessiva de controle.

A capacidade de poder vencer essa ansiedade começa quando nos damos conta que as coisas nunca serão como tememos, nem como esperamos. Por sorte, será sempre algo diferente e o controle é totalmente inútil.

Pelo que você relata sua mãe está sofrendo e não está conseguindo administrar de forma adequada e funcional suas emoções, portanto uma ajuda profissional se faz necessária. Consulte um psiquiatra.

4 – Engravidei e engordei muito pois já tem 4 anos e até agora nunca emagreci. Tenho ansiedade compulsiva é não consigo fazer uma dieta, começo e não termino, me ajude a emagrecer, por favor!

As dificuldades que muitas pessoas encontram de manter seu projeto de emagrecimento ou mesmo a manutenção do peso que já reduziu, pode ocorrer por falta de identificação das razões pelas quais recorrem à sobrecarga alimentar, ou a uma alimentação muito calórica.

É inegável que as influências ambientais, os hábitos familiares, a oferta de alimentos  e a propaganda exerce influência significativa no processo de ganho de peso, mas os  fatores psicológicos devem ser cuidadosamente observados quando o objetivo é a redução de peso.

As questões afetivas assim como teu modo de vida parecer exercerem papel preponderante no seu processo de emagrecimento e manutenção do peso ideal.

Portanto, ações voltadas para a redução dos índices de sobrepeso e obesidade devem ser estruturadas em terapêutica multiprofissional para abarcar todo o tipo de demanda, compreendendo cuidados médicos, orientação para mudança de comportamento alimentar e suporte psicológico.

Integradas, as diferentes ações profissionais poderão melhorar as condições de retorno ao peso, uma vez que são contempladas todas as dimensões: física, psicológica e social.

5 - Gostaria muito de saber qual a atividade física que poderia ajudar a controlar a minha ansiedade.

Todas as atividades físicas podem ajudar no controle da ansiedade. Busque alguma atividade física que você goste.

6 - Se existe um problema tenho ânsia em resolvê-lo o mais rápido possível, meu marido costuma dizer que sofro por antecedência. Existe alguma técnica que eu possa fazer pra melhor esse tipo de comportamento?

Seu marido costuma dizer que você sofre por antecedência, mas me pergunto se você acha isto realmente um problema ou acha que é um “defeito de estimação”, ou seja, sabe que algumas vezes atrapalha, mas em outros momentos se considera eficiente e tem orgulho disso. Pense se você realmente quer mudar, pois mudar é muito difícil e exige muito esforço. Tentar mudar para agradar o outro é uma tarefa fadada ao fracasso. Agora, se você realmente que mudar eu sugiro uma psicoterapia cognitivo comportamental breve.

Pequenas mudanças na forma de conduzir situações cotidianas podem ser de grande efeito ao longo do tempo e no combate aos altos níveis de stress.

7 - Sou muito nervosa, e quando vou fazer minhas atividades do dia quero as coisas prontas pra ontem e não vejo a hora de terminar de fazer tudo, e isto gera uma ansiedade muito grande que tento melhorar com homeopatias. O que posso fazer mais?

Muitas pessoas sofrem de “Ansiedade Antecipatória”, ou seja, se agitam de forma disfuncional antes de qualquer atividade pré-determinada ou situação que saia da rotina, mesmo as que deveria dar prazer, satisfação e alegria.

Na ansiedade antecipatória a mente antecipa o que poderá ocorrer, fixando-se somente em momentos nos quais as coisas poderão não andar como se gostaria. Outras vezes a mente não consegue nem imaginar: a pessoa fica tensa e como que paralisada. Uma paralisia que estraga tudo: antes do evento, porque se torna uma longa tortura feita de ansiedade e dúvidas; durante, pois o indivíduo não consegue divertir-se por causa da tensão e do esgotamento; e depois, quando se sente estúpido por não ter sabido aproveitar aquela ocasião.

Ao querer fazer as coisas “para ontem”, você está tentando, sem sucesso, evitar os sintomas da ansiedade antecipatória.

A psicoterapia pode te ajudar a entender o que está por trás deste nervosismo, e assim, as mudanças necessárias terão sentido e serão mais efetivas.

8 - Sou muito ansiosa, não consigo parar para olhar um filme e nem ficar em fila que já fico nervosa e inquieta. Estou tomando medicação receitada pelo neurologista. Já fazem 6 meses e não mudou nada. O que posso fazer para me sentir menos ansiosa?

Os transtornos de ansiedade, a depressão e os transtornos de pânico são patologias reconhecidas pela Organização mundial de saúde. Atingem atualmente 10% dos homens e 20% das mulheres em todo mundo, sendo que estimativamente tendem a serem dobrados até o ano de 2020.

Acredito que você deva retornar ao teu médico para rever a medicação. Uma psicoterapia aumentaria a chance de você se sentir melhor. Provavelmente você tem alguma coisa mal resolvida que precisa ser revista de forma profissional e ética.

9 - Doutora gostaria de saber o que fazer para diminuir a ansiedade. Sou muito ansiosa, chego a ter crises de ansiedade e nessas crises me falta o ar, a boca fica seca, sinto uma "queimação" no peito, enfim, é angustiante...o que eu devo fazer? Não quero mais viver assim!

Você relata sintomas claros de transtorno de ansiedade e precisa de tratamento medicamentoso adequado.

A síndrome de pânico afeta a vida pessoal, afetiva, social e profissional e a busca de ajuda precoce é um fator relevante na remissão dos sintomas.

Algumas mudanças de postura perante a vida podem ajudar bastante, tais como estar atento a se exigir, se culpar e se julgar menos e, jamais se sentir um fraco ou covarde por estar com síndrome do pânico. Este problema pode afetar qualquer pessoa e não é fruto da fraqueza de ninguém.

Não continue sofrendo. Procure ajuda especializada e acredite, vai passar.

10 - Gostaria de saber o que faço para parar de roer as unhas, pois fico muito ansiosa a todo o momento; meu esposo vive brigando comigo, que não aguenta mais eu ficar roendo as unhas perto dele já tentei de todas as formas, já deixei elas ficarem até grandinhas mais ficam muito moles e eu não resisto quando uma quebra. Minha cardiologista passou para mim um calmante de 20mg. O que eu posso fazer?

A Onicofagia, ou mania de roer unha é uma doença que se caracteriza pela falta de controle de seus impulsos.

O hábito de roer unhas na maioria das vezes não é percebido pela pessoa que o faz e alivia consideravelmente os níveis de a ansiedade.

Além da medicação, o tratamento para esse tipo de transtorno é realizado por meio de terapia cognitivo-comportamental para que a pessoa seja capaz de perceber o que está fazendo, já que é a vontade de roer as unhas é desencadeado por processos de ansiedade. A psicoterapia auxiliará também na mudança de comportamento e para ajudar a lidar com a ansiedade.

11 - Quando me sinto ansiosa, a minha vontade de comer qualquer coisa aumenta, isso piora ainda mais a minha ansiedade, pois acabo engordando e me sentindo pior ainda como se fosse uma bola de neve. Junto com a ansiedade vem a angustia de saber que preciso fazer algo, mas não tenho ânimo para tomar uma atitude...é como um estado de inércia...será que isso começa com a ansiedade ?

Para algumas pessoas, comer pode ser uma maneira de suprimir ou suavizar emoções negativas, como estresse, raiva, ansiedade, tédio, tristeza e solidão.

Embora as “comidas de conforto” possam fornecer algum alívio em curto prazo, elas podem levar, como no teu caso, ao hábito nada saudável de comer em resposta a sentimentos negativos, não à fome.

A boa notícia é que, se você é suscetível à compulsão por comida, você pode recuperar o controle dos seus hábitos alimentares. Entendendo as razões por que o estresse e as emoções negativas fazem com que você necessite daqueles alimentos não saudáveis e como evitar, você está no caminho para evitar um desastre alimentício.

A alimentação relacionada à ansiedade e estresse é uma estratégia não saudável. Siga essas dicas que vão ajudá-lo a evitar as conseqüências nocivas da compulsão alimentar.

Se você acha que o estresse está tendo um papel mais importante, monitore seu humor, planeje atividades relaxantes e procure apoio na família e amigos. Se for muito difícil controlar teu estresse, ou você acha que tem ansiedade, depressão ou outro distúrbio consulte um psicólogo.