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Transtorno Bipolar: características e tratamentos

O transtorno bipolar é uma doença que interfere de forma significativa nos sentimentos das pessoas, no seu modo de agir e até mesmo na forma como elas se relacionam com os outros. O distúrbio de humor faz parte dos sintomas a serem observados.

É comum que tenhamos oscilações de humor, nos sintamos tristes e desanimados um dia, enquanto em outro estejamos mais animados e otimistas. Isso faz parte da vida!

Porém, no transtorno bipolar, essas alterações podem durar muito tempo e acontecerem de forma constante e progressiva, sendo mais intensas. Continue lendo esse post e você saberá mais sobre a doença, aprendendo a identificar os sintomas, quando necessário.

Características do transtorno bipolar

Existem duas fases predominantes no transtorno bipolar: a depressão e a mania. A alternância entre uma fase e outra é a característica principal da bipolaridade.

No início, a pessoa pode passar por um quadro chamado hipomania, no qual os sintomas aparecem de forma mais leve. O indivíduo se sente mais funcional e com mais energia, tendo uma necessidade menor de descanso, podendo dormir por pouco tempo e não ser afetado.

Mas, esse quadro não se sustenta por muito tempo, evoluindo para o estágio de mania ou de depressão, os quais podem ir se alternado e prejudicando a qualidade de vida da pessoa até que ela busque tratamento.

Veja os principais sintomas da fase de mania bipolar:

  • Euforia em excesso;
  • Agitação
  • Inquietude;
  • Mania de grandeza;
  • Alterações no comportamento sexual;
  • Pensamentos acelerados;
  • Delírios, alucinações, agressividade (em casos mais graves).

Sintomas da depressão bipolar

Agora confira os sintomas apresentados quando a pessoa entra na fase da depressão:

  • Indisposição;
  • Tristeza;
  • Lentidão;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Perda de interesse e prazer por fazer atividades de que gosta;
  • Desânimo persistente;

Possíveis causas de transtorno bipolar

A causa exata da doença ainda é desconhecida, mas existem diversos fatores que influenciam seu desenvolvimento e estão ligados às oscilações de humor. Confira:

  • Genética: pelo menos até 80 por cento dos casos podem ter ligações com fatores genéticos.
  • Mecanismos neuronais: alterações nos neurotransmissores também são fatores relevantes que podem ajudar a desenvolver a doença.
  • Eventos ambientais: perdas, abusos, estresse e experiências traumáticas também aumentam os riscos de ter o problema.

Tratamentos para transtorno bipolar

Ainda não existe uma cura para doença, mas, através do tratamento contínuo, a pessoa pode levar uma vida normal.

O tratamento para transtorno bipolar é realizado através de medicação. São usados remédios chamados de estabilizadores de humor, cujo objetivo é impedir que o paciente evolua para um estado de euforia e mania ou para um quadro de depressão profunda.

Antipsicóticos e antidepressivos podem ser descritos, se o profissional responsável considerar necessário. O tratamento é recomendado não só para tratar crises atuais, mas para prevenir novos episódios.

O acompanhamento de um médico psiquiatra é fundamental, além dos medicamentos e da psicoterapia.

O transtorno bipolar é frequentemente confundido com outras doenças, devido aos sintomas serem similares. Portanto, é importante escolher um profissional qualificado e experiente para que seja dado o diagnóstico correto.

Deixe aqui seu comentário ou dúvidas sobre o assunto.

Bipolaridade tem cura? A resistência do bipolar em se tratar

O Transtorno Afetivo Bipolar é um sério problema de saúde mental que atinge cerca de 8% da população mundial e possui números elevados aqui no Brasil.
Caracterizado pela alternância entre períodos de euforia e períodos depressivos, ele é uma das principais causas de suicídio no mundo e precisa de tratamento multidisciplinar.
Mas, apesar disso, grande parte das pessoas que sofrem com este mal sequer sabem que o possuem. De fato, a maior parte dos pacientes com transtorno bipolar leva até 10 anos para descobrir a doença e, quando isso acontece, ainda resistem a procurar tratamento.
A bipolaridade possui sintomas muito característicos de outros problemas mentais como depressão e a ansiedade, dificultando o diagnóstico que, na maioria das vezes, é feito de forma errônea por parte dos profissionais de saúde.
E, quando se diagnostica corretamente, grande parte dos pacientes já aprendeu a conviver com o problema e não acha que possua algo que requeira tratamento, o que é uma conduta extremamente perigosa, pois só o tratamento adequado pode garantir uma vida normal a quem sofre com bipolaridade.
Este tratamento, inclusive, dura a vida inteira. É exatamente sobre este assunto que falaremos no próximo tópico.

Bipolaridade tem cura?

Ao todo, existem 4 tipos de bipolaridade:

  1. O Transtorno Bipolar Tipo 1, caracterizado por períodos de mania que duram, no mínimo, 7 dias e fases depressivas que podem se estender por duas semanas a até vários meses;
  2. O Transtorno Bipolar Tipo 2, em que há uma alternância entre momentos de depressão e de hipomania;
  3. O Transtorno Bipolar não especificado ou misto, com sintomas que sugerem a bipolaridade, mas não se encaixam nas alternativas anteriores;
  4. E o Transtorno Bipolar Ciclotímico, tipo mais leve de todos, com sintomas brandos em ambos os períodos.

Nenhum destes tipos tem cura, sendo necessário um tratamento durante toda a vida do paciente para garantir que os sintomas não tragam tantos prejuízos e ele consiga desempenhar as suas atividades normalmente.
O tratamento, por sua vez, é multidisciplinar e precisa ser seguido à risca para que seja eficiente, como veremos a seguir.

O tratamento

O tratamento do transtorno bipolar alia medicamentos, terapia e mudanças no estilo de vida, visando a proporcionar uma abordagem multidisciplinar que trabalhe o paciente como um todo e lhe garanta uma vida normal.
Entre as mudanças exigidas estão o fim do consumo de substâncias psicoativas, como cafeína, álcool, anfetamina, cocaína e outras drogas ilícitas, a busca por uma alimentação mais saudável, a prática de atividades físicas e a diminuição dos níveis de estresse.
Os medicamentos são prescritos com base no tipo de bipolaridade de cada paciente e a terapia visa a trabalhar as dificuldades impostas pela doença e como o paciente pode superá-las.
Assim, aliando medicamentos, a uma vida saudável e suporte terapêutico, o tratamento para o transtorno bipolar consegue oferecer uma vida normal ao paciente. O grande problema é que, mesmo assim, muitas pessoas resistem a procurar tratamento.

A resistência do bipolar e como convencê-lo a se tratar

A dificuldade em se chegar a um diagnóstico e os sintomas mais brandos de alguns dos tipos de bipolaridade acabam fazendo com que boa parte das pessoas que sofrem com o problema resistam a procurar tratamento.
Isso ainda é agravado pelo fato de que as pessoas que sofrem com transtorno bipolar, boa parte das vezes, não veem problemas em seus comportamentos inadequados, reforçando a ideia de que elas não há algo a ser tratado.
Isso é extremamente perigoso, pois os sintomas da bipolaridade são bastante imprevisíveis e podem causar sérios danos à vida do indivíduo, podendo, inclusive, levar ao suicídio nos períodos depressivos e a comportamentos perigosos nos períodos de mania.
Por isso, é preciso que os familiares procurem fazer os indivíduos que sofrem com a bipolaridade enxergarem que sim, que há algo de errado com eles e que o tratamento é necessário.

Você sabe a diferença entre bipolar e boderline ou como lidar com quem possuí esses transtornos?

É comum as pessoas confundirem o transtorno bipolar com o transtorno de boderline. Apesar de possuírem algumas características em comum ou sintomas parecidos, são doenças diferentes.
O transtorno bipolar é um transtorno mental. Seus sintomas geralmente aparecem em fases e costumam durar algumas semanas. O transtorno de boderline, por sua vez, é um transtorno de personalidade tipo B. Suas oscilações de humor passam por estágios muito rápidos.
A pessoa bipolar pode ter momentos de estabilidade, ao contrário da com boderline, na qual os sintomas decorrentes do transtorno estão sempre presentes.
Continue lendo esse post e saiba como lidar com pessoas que apresentam esses transtornos e quais são as formas de tratamento.

Qual a melhor forma de lidar com um familiar meu que possui esses transtornos?

Não é fácil conviver com uma pessoa portadora desses problemas.  Separamos algumas dicas para te ajudar a lidar com elas. Confira!

  1. Conhecer a doença

Até que você saiba que a pessoa possui esses transtornos, a convivência entre vocês pode ser cheia de conflitos. Mas quando se recebe o diagnóstico, conhecer e pesquisar sobre o problema é o primeiro passo para manter relações saudáveis.
Ao conhecer como funciona cada transtorno, você saberá como lidar com as crises. Sendo assim, fica mais fácil ajudar ou pedir ajuda.

  1. Conheça seus limites e dê um tempo para si sempre que necessário

É importante conhecer e estabelecer seus próprios limites. Quando você os ultrapassa, isso pode lhe trazer sofrimento, afetando de forma negativa seu relacionamento com a pessoa. Sentimentos como o desânimo não são incomuns.
Mantenha sempre suas necessidades em mente. Não deixe que os transtornos te afetem e te adoeçam também. Pare um pouco, respire e cuide de si.

  1. Não julgue e não leve para o lado pessoal

Não julgue pessoa e tente não levar as atitudes dela em momentos de crise para o lado pessoal.
Para lidar com os portadores de ambos os transtornos, é necessário muito amor e paciência, além de coerência e discernimento para de fato ajudar e não piorar o quadro.

  1. Procurar ajuda médica e incentivar a tomar medicação

A ajuda e o acompanhamento de um psicólogo farão toda a diferença. Além de ajudar a você com suas emoções, um profissional saberá te dizer ao certo como lidar com seu familiar bipolar ou boderline.

Incentive-o a sempre tomar a medicação e realizar o tratamento corretamente, o que é fundamental para o ganho de qualidade de vida.

Como tratar transtorno bipolar e a síndrome de boderline?
O tratamento para esses transtornos é realizado através de psicoterapias e terapias, além de medicações para aliviar os sintomas.
Por serem transtornos diferentes, com causas distintas, o tratamento e os resultados também serão. Só uma avaliação com um especialista pode definir qual é a melhor conduta para cada caso, a qual trará melhores resultados.

Não deixe de procurar um especialista! Se tiver alguma dúvida, deixe-a nos comentários e em breve responderemos.